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Depravações políticas ou o impedimento forjado pelo sem-vergonha mor da nação

Foto: Max Scheler | Bruxelas, 1958
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Os políticos de Brasília nunca trabalharam tanto como nesses dias. Pena que não é em prol do Brasil, mas em causa própria. Acusam, xingam, mentem, falseiam e emprestam-se a todo tipo de sem-vergonhice. Com eles uma legião de capelistas ensinam-nos as razões do que foi, do que é, e do que só poderá acontecer quando A ou B estiver impedido ou devidamente encarcerado. De nós outros, os que não sabemos nem o suficiente para nós mesmos, mas que duvidamos sempre, estamos, pelo sim, pelo não, de costas a esse teatro bufa de triste-cômicos personagens. Podemos não saber muito, mas o que sabemos não nos permite tornarmo-nos cúmplices de modos tão depravados. 

Atento aos sinais

Raramente discuto política. Aprendi que essas discussões têm o desagradável efeito de provocarem, em quem nelas se envolve, uma pane instantânea na inteligência que, faz suspender o bom senso nuns, espumar as bocas noutros e provocar espasmos, semelhantes aqueles dos energúmenos tomados pela violência e o desequilíbrio. Desenganei-me de mais essa vaidade. Quando por acaso uma dessas discussões encontra o meu caminho, salto da calçada à rua e vou parar no outro lado, onde o passeio permite livremente que se suba ou desça, sem ter que dá com quem atravanque o caminho, com a boca ameaçadoramente babando certezas.  

Perguntas cujas respostas fazem pensar que o mundo é uma laranja podre.

Por que ao invés de bombardearem os alojamentos do ISIS, encravado no coração das cidades Sírias e Iraquianas, povoadas de gente inocente, a coalizão internacional não manda as suas bombas cirúrgicas, sobre os caminhões que, contrabandeiam petróleo e alimentam assim de recursos o exército de lunáticos?  

Capelistas


Depois do fim das eleições no ano passado, com o seu insuperável festival de baixarias, mentiras e outras imposturas, eu supôs que a guerrilha de quarto, já cansada de tanta sujidade e desmuniciada com o fechamento das urnas, recolheria as suas baterias e faria sossegar os canhões, apontados às mentes e corações dos incautos eleitores.

Agora podemos gozar horas amenas... pensei eu... desfrutar os prazeres de navegar pela internet sem ter que dar de encontro com disfarces ideológicos fajutos, travestidos em torrentes numéricas, que dizem desmentir (ou mentem ainda mais, não se sabe) o que se supõe “calúnias” “difamações” e ingerência midiática sem fim. Infelizmente eu estava equivocado. Mais uma vez a estupidez não deu trégua, e a internet voltou a ser o palco de bufões alegres, entretidos em trocar acusações. 

Entrincheirados em suas posições ideológicas, esses intrépidos agentes circenses, querem nos fazer crer, antes gráficos, tabelas, mapeamentos econômicos, variações cambiais e outras alquimias políticas, sabedores de todas as verdades que precisamos saber, para ir bem nas escolhas dos dirigentes do povo. Embora pareçam esclarecer, não fazem mais do que, monocordicamente, ladrar uma fraseologia, que logo se vê de cara, está subordinada às exigências da tática política à qual prestam vassalagem. 

Passados mais de um ano das eleições presidenciais não há um único momento em que não deixamos de perceber que a política, entre outras coisas, é capaz de desmiolar os seus entusiastas e os fazer padecer de uma certa indigência mental insuperável. Ah! Como seria bom ser surpreendido em política, com ideias e discursos livres de amarras ideológicas. 

Bestiário político

"Se o Lula mandasse eu votar num cachorro eu votava".

A política e o país são o que são pelas razões que ouvimos num bar à mesa com os amigos.

Sem lar

Hão-de ser sempre misteriosas, para mim, as razões dos ataques pessoais para conquista do eleitor. Sugerir que a candidata tal é mais macho que muito homem, ou que aquele outro é um alcoólatra inveterado, não me parece relevante ao debate das questões emergenciais do país. Porém, aos que pautam a política nacional, ou seja, os marqueteiros, esses expedientes parecem ferramentas indispensáveis na guerra pelo voto. É como disse o poeta Régis Bonvicino "os partidos não são mais o lar dos idealistas".

No caminho de Brasília

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A foto é velha, mas dar o que pensar. Ou assistimos a vê-la o definhar completo da moralidade política, ou os caminhos para Brasília se converteram em caminhos de Damasco. Uma das duas alternativas há de explicar como em política nacional o canalha de ontem é o insuspeito de hoje. 

Duplipensar

Duplipensar é um conceito formulado por George Orwell no livro “1984” que expressa a estratégia mental usada pelo partido no poder para aniquilar a lógica e a racionalidade enquanto instrumentos de análise da realidade e assim consentir pela manipulação das opiniões públicas a manutenção do seu poder. 

Presidentes e fraldas

Paul Strand, Cega, 1916.


Nunca me esquecerei da frase do ex-presidente Lula, que no explodir das denúncias do mensalão saiu a público a dizer: “Eu fui traído”. Depois ele esqueceu isso e voltou a abraçar os companheiros que meteram a mão no erário público, achincalhando a República. Na ocasião se debateu muito que não era possível que um governante de um país como o nosso, continental, vigiasse tudo o que seus comandados faziam ou deixavam de fazer. Ninguém sabe o que vai no coração do homem. Amenizou-se assim a responsabilidade do presidente nos atos de seus comandados diretos.  Alguns governantes, talvez tenham boa-fé e deleguem aos seus auxiliares poderes, esperando que estes retribuam a confiança com o máximo zelo. Coisa que nem sempre acontece. Se vale a boa-fé vale muito mais a seleção criteriosa. A escolha de um ministro e auxiliares do alto escalão é entre todos os atos governamentais uma demonstração de direção do governo. Para onde vai o governo, o que quer e espera fazer? O mandatário deve ter plena confiança em seus ministros, de outra maneira por que os escolheria. Essa é uma lógica razoável. A escolha pelos méritos e a confiança na execução do trabalho pelo registro do histórico de atuações pregressas na área, também é outro critério que deveria ser observado. Esta é uma lógica razoável, insisto, porém não no Brasil. Aqui os critérios, como bem mostrou a escolha da presidenta Dilma na composição de seu novíssimo ministério atente a outra lógica, somente aceita e compreendida nos escritórios e reuniões palacianas de Brasília. Ao eleger Helder Barbalho para o ministério da pesca, Pastor George Hilton para o ministério dos esportes, Cid Gomes para o ministério da educação e outros trinta e tantos ministros ela queimou a desculpa dada por Lula em 2005 para se livrar da responsabilidade das delinquências de seus auxiliares diretos. Em comum esses nomes tem um histórico de denúncias cabeludas que a qualquer um os tornariam desqualificados para o exercício dos cargos. O ex-governador Cid Gomes jamais teve em sua carreira política nenhuma ligação com as discussões sobre a educação. O ponto de maior destaque de sua carreira ocorreu quando ele fretou com dinheiro público um jatinho para levar a mulher e a sogra para passear pela Europa. Já o Barbalho filho é herdeiro de umas das figuras mais enlameadas da política nacional o ex-senador Jader Barbalho que renunciou ao mandato depois de uma enxurrada de denúncias de uso dos recursos públicos para favorecer familiares. O caso do pastor evangélico George Hilton é ainda mais escabroso. Eleito pelo PRB que o renegou, ele se filiou ao PFL que o expulsou em 2005 depois dele ter sido flagrado num aeroporto com inexplicáveis R$ 600,000 na mala. O homem foi expulso do PFL o partido mais escroto do país e achou abrigo no governo Dilma. Dilma não poderá jamais dizer que não sabia ou que se sente traída quando escândalos envolvendo esses nomes vierem a público. Com uns ministros desses o que ela espera que ocorra? Estava certo Eça de Queiroz, quando disse que de tempos em tempos os presidentes e as fraldas devem ser trocados, ambos pelas mesmas razões. 

Cleptocracia

Quadro: Caravaggio-  “Os Jogadores” óleo sobre tela com 99 x 107 cm, 1594.


As investigações da Política Federal que desbaratou um esquema de corrupção nas obras públicas do Governo Federal, especialmente na Petrobrás, começou a sua fase final. Executivos de 6 das maiores empreiteiras do país estão sendo acusados, com vultosas provas, de pagarem propina à dirigentes da Petrobras para ganharem licitações em obras orçadas em bilhões de reais. Dado a sofisticação do esquema de desvio de dinheiro, o Procurador Geral da República classificou o ato de “verdadeira aula do crime”. 

Ao mesmo tempo em que este esquema era desvendado, outro não menos vergonhoso, assolava o Estado de São Paulo. O Ministério Público daquele Estado avaliou que as obras do metrô, entre os anos de 1998 e 2008, foram fraudadas, resultando em prejuízos milionárias para os cofres públicos. 

Na mesma semana em que tudo isso era exposto ao público, outras denúncias de corrupção atingiram as Forças Armadas e a Confederação Brasileira de Vôlei. Uma empresa americana de manutenção de turbinas de avião denunciou à comissão americana antifraude ter subornado funcionários da FAB e do gabinete do governo de Roraima, para conseguir contratos no Brasil, Peru e Argentina. Já a CBV teve o seu patrocínio suspenso com o BB em razão de uma apuração de desvio de mais 30 milhões nas contas da CBV durante a administração do seu ex-presidente.

Todas estas vexatórias notícias sugerem para os mais otimistas o fim da impunidade de atos ilícitos no país. Nunca antes na história desse país ocorreu uma erupção tão grande de denúncias e investigações de atos de delinquência. Confiando que a lama é purificadora, muitos acreditam que agora passaremos o país a limpo. 

Está mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que ver isso acontecer. A perplexidade dos fatos ora expostos com todas as vísceras, envergonha uma pequena parcela da população. Uma diminuta parcela. A grande maioria não só ignora os fatos, mas também colabora, a sua maneira, para que estes crimes graduados tenham nascedouros bem simples e cotidianos, permitindo que eles se perpetuem amanhã e depois de amanhã. 

Não é difícil encontrar quem mesmo se revoltando com as notícias deixe de perpetrar pequenos delitos. Não adianta o padeiro torcer por ver o executivo na cadeira e continuar roubando no peso do pãozinho. Não adianta o professor elogiar a ação da polícia e depois maquiar a sua declaração de Imposto de Renda. De que vale a esperança de dias melhores quando não nos furtamos o pagamento de um cala boca às autoridades de transito, que nos flagraram rodando pelo acostamento da rodovia ou dirigindo sem carteira. 

Em Elogio da Loucura o escritor Erasmo de Roterdã diz que a grande maioria de nós temos olhos de lince para enxergar os defeitos alheios e de tartaruga para ver os nossos. Seria bom apanhar a lição do escritor Holandês e fazer do caso recente uma auto crítica de nossas condutas diárias. Se queremos mesmo passar o pais a limpo e desinfetar as consciências, temos que primeiro iniciarmos a faxina por nossa casa. Antes de notar o argueiro no olho do outro é preciso ver a trave no nosso. 

Brasil

Admite-se tudo nesse país, menos a honestidade. 

Da natureza Selvagem

Nem bem iniciaram as investigações da operação Lava Jato, já tem gente dizendo que, depois desse caso de corrupção explicita na maior empresa pública do país, pouca coisa mais merecerá o nome de escândalo nas Terras Papagaios. Por ora a Polícia Federal suspeita em desvios nos valores que andam pela casa dos milhões de reais. A se confirmarem esses valores, o mensalão, que escancarou os modos operandi da governança nacional, estará fadado a se tornar um mero escandalozinho de vão de escada, coisa de amanuense. Exagero à parte, penso que no Brasil há sempre a possibilidade da coisa piorar. Aqui, nada está tão mal, que não possa ser superado por um mal ainda maior. Muito antes do soar das trombetas do juízo final, ainda teremos mais bons motivos para sentir saudades do tempo em que os governantes nos roubavam apenas em quantias inferiores a bilhões. Durma-se com um país desse. 

Da des-esperança de dias melhores

Querendo meter alguma ordem à minha cabeça para fazer de meu voto uma coisa útil, esforcei-me em ouvir os candidatos à presidência. Assisti debates, li acusações e contra-acusações. Avaliei propostas, pesei históricos, mas, mais do que isso, observei nos candidatos, seu comportamento de campanha. Do que vi e li restaram-me a convicção de que dissimular, enganar, fingir e fechar os olhos aos defeitos da sujidade dos partidos, a ponto de apreciar e admirar grandes vícios como grandes virtudes, foram as ações mais vitoriosas nessas eleições. 

Kafka para presidente

O corrida eleitoral já começou. Daqui a instantes seremos alvejados por discursos prometendo mundos e fundos. Estou exausto disso. A política nacional me enoja. Os jogos de poder, engendrados na máquina política, têm sobre mim um efeito misto de ódio incontido e desprezo perpetuo. Mas sou um cidadão compassivo. Acredito no voto como uma força capaz de tudo contornar. Não deixarei de exercer o meu poder e em outubro lançarei o meu protesto. VOTAREI EM KAFKA para presidente.  

A salvação pelo consumo.

A sedução dos discursos consumistas enfeitiça de tal modo a vida, que as pessoas que não se enquadram no “esquema” da felicidade materialista, são vistas como antissociais, fracassadas e pintadas com qualificativos pouco nobres. Hoje em dia é quase um pecado mortal, a recusa aos apelos mercadológicos propagandeados pelos médias. O herético que professe o credo na descrença da salvação pelo consumo, vive as mesmas penitências dos pobres lançados à fogueira por rejeitarem a mentira como verdade. Não se admite, sob qualquer argumento ou peso dos fatos, a possibilidade de se viver de maneira tal, que nenhuma dessas coisas: carro, celular, roupa de grife e outros banlangandas, tenha qualquer valor de dignificação do homem, como querem fazer crer os incautos adoradores dos produtos da moda. 

Inquirição

Todos os dias quando vou para faculdade um Outdoor no telhado de uma empresa química, em meio a fuligem das chaminés me inquire em letras maiúsculas: VOCÊ JÁ PECOU HOJE?

Todos os dias a resposta é a mesma. 

Disfarçado de moralidade as religiões empreendem a conquista de rebanhos mansos aos currais do céu.  

Um país inteiro de ferradura


A qualquer um, que a muito deixou de ter as mãos ao chão, pareceria, no mínimo estranha, para não dizer outra coisa, que um ex-ministro da justiça com reconhecido prestigio político, aceitasse defender um famoso contraventor acusado de um sem números de crimes indizíveis, cuja atuação se estendem por uma grande rede de influências em todo o aparado do Estado. A qualquer um isso pareceria uma ignomínia. Mas estamos no Brasil. Isso torna as coisas bem diferentes.

A FALÊNCIA DA MORALIDADE



Quem corrompe quem? Os políticos que se aproveitam da situação de vulnerabilidade dos miseráveis e vencem suas resistências morais (palavrinha cada vez mais escassa no vocabulário), ao preço de trocados. Ou a população, que sede as investidas dos corruptos, demonstrando a toda classe que o que vale mesmo em política é saber quem dá mais, porque muitos estão dispostos a se venderem? Num lugar onde quem governa e quem é governado reina a imoralidade e a indecência nas relações políticas, o que podemos esperar do futuro? Com que cara nos indignaremos quando o lixo das ruas não forem recolhidos, apodrecendo pelos cantos, ou quando a iluminação pública não for satisfatória, facilitando a gatunagem e ameaçando o cidadão de bem. Ou ainda quando as estradas se tornarem intransitáveis; ou faltar água nas torneiras para necessidades mais básicas, como para lavar as vergonhas. Ou pior, seu filho, uma caixa de possibilidades, não receber a contento uma educação que lhe impeça do vexame de não saber escrever o próprio nome? Ou quando alguém for escolhido para um cargo público, não por sua capacidade e competência, e sim por interesses eleitoreiros ou afinidade familiar. Esses e muitos outros motivos são os casos de nosso atraso e da nossa ignorância há vários e vários anos. E continuarão sendo se nos tornarmos tão asquerosos quanto os políticos. Quem terá coragem de se revoltar, com a consciência limpa de quem não se vendeu, com a certeza de se estar exigindo apenas o que lhe é de direito. No passado Serra do Ramalho se queixava da violência e da arbitrariedade de seu governo. E fez valer nas urnas sua indignação. A resposta contra essa violência surgiu em forma de esperança, numa virada na situação, reconhecida por todos como inaceitável. Pois bem, a esperança de uma reviravolta não se concretizou (como era esperado). Ante a violência do primeiro, o segundo, respondeu com outra, muito mais cruel e pestilenta, porque ela age covardemente na surdina, infiltrando descrédito, degenerando as relações, desacreditando a moral, viciando as estruturas políticas, para enfim enredar a todos em seu jogo sujo e maquiavélico. O corrupto serramalhense esgueira-se pelos cantos, a procura de alguém em situação de necessidade tal que, não seja capaz de recusar uma cesta básica que aplaque sua fome, para fazer dele um vendido. A suposta incompetência política em gerar empregos, em elevar o nível da educação, em gerir com respeito os bens públicos, sem fazer deles propriedade privada, não é mais que uma estratégia para encabrestar os homens, e torná-los completamente dependentes das benesses dos maus administradores. O que esse tipo de tirania tem haver com a primeira, que violentava a dignidade física e foi retirado para nunca mais voltar? É que ambos são covardes, traiçoeiros, desleal, sebosos. Um utiliza à força bruta e a truculência para acossar todos os seus desafetos e fazer valer como vontade única, a sua própria. A outra, está que estamos vendo hoje, aparentemente nociva, é muito mais destrutível. Porque ela se aproveita da carência e da necessidade, para constranger o homem digno. Porque ela rebaixa o homem a um estado de dependência constante, viola a sua integridade e desrespeita a sua vontade, não lhe dando oportunidade de defesa, que no primeiro era possível. Ela age diariamente, diferente da anterior. O que ocorreu na eleição de Serra pertence a um Brasil de atraso, um Brasil que não deve existir mais, um Brasil dos tampos dos coronéis. O Brasil moderno vive uma nova realidade. Busca respeito internacional. Combate à corrupção com inteligência. Acende milhares de pobres a uma situação muito mais confortável e digna. Evolui em tecnologia. Ambiciona influenciar as relações internacionais. Acredita no potencial de sua gente e investe em educação. Diversifica a agricultora. Descobre novas maneiras de mover carros, que não seja distribuindo notinhas em troca de favores. Respeita a individualidade e a vontade soberana do povo e não se aproveita de sua situação financeira desfavorável para empobrecê-lo ou explora-lo ainda mais. Enquanto isso damos um passo à atrás, nas relações que são bases para o desenvolvimento de qualquer cidade. Não contribuindo com um único percentual na qualidade da educação, que geraria a força do desenvolvimento. Ao cedermos à tentação de nos corrompermos, aceitamos a política do descaramento e perpetuamos a devassidão e a desonestidade. Pois estamos comprometidos com a desordem. Somos tão desprezíveis quanto o corrupto que estende a mão ao bolso e retira R$ 50 para comprar o voto de alguém, sobre a desculpa de que está pagando desse ou daquele uma viajem para votar, nele é claro. Muitos ainda se revoltam quando são chamados de corruptos, feito virgens ofendidas, como os políticos corruptos. Reclamam que não estão sendo comprados. E exigem, bufando, que se comprove o desvio de seu caráter. Outros nem se molestam mais em serem chamados de corruptos. Esses são os piores. O que estamos fazendo da nossa cidade. Ora meus amigos, ponham a cabeça no travesseiro e reflitam. Quantos tanques de carros em Serra não andam engulhando gasolina até não poder mais. Isso não é corrupção? O combustível que alimenta o carro do corrupto é retirado de onde? Muito provavelmente o que sobra para corromper falta para desenvolve. Essa gasolina devia estar nos tratores de homens trabalhadores que pudessem beneficiar a terra, gerar riqueza, prosperidade, promover a independência das famílias e alimentar os buchos de quem tem fome. Nosso atraso vem das escolhas errada que fazemos. A única prosperidade que vemos de verdade em Serra é a dos políticos. Muitos chegaram arrastando uma cachorra, e logo saem desfilando em carros. Corrupção é uma escolha. Por isso diga NÃO.