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Desajuizado


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À vista, pois, dos maiores argumentos, nenhum político brasileiro cede à verdade e se rende à moralidade. A vaidade, a imoralidade e a tentação pelo dinheiro fácil, são coisas que não se arrancam a força dos argumentos e dos apelos populares. Antes, infiltra-se no mais fundo da alma desses homens onde esquivasse dos golpes da opinião popular, da justiça e dos interesses coletivos, fazendo morada perpetua. Os maus costumes são uma tradição dos homens da política nacional. Tenho, porém, malgrado todas as opiniões em contrário, esperanças de que um dia ainda responderemos aos achaques políticos com a coragem que hoje nos falta. Até lá Tiriricas, Arrudas, Rorizes, Godoys, Caraíbas e outras excelências, continuarão desmentindo minha boa vontade e fazendo de minhas opiniões futuras um desplante.

A moral duvidosa

Te enganei de novo
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Os Estados Unidos anunciaram ontem terça-feira (11) que o serviço secreto (esse mesmo serviço secreto, que não foi capaz de prever o atentado de 11 de setembro, acusou o Irã injustamente de está envolvido com o atentado da Panam em 1988; financiou regimes ditatoriais em toda America latrina; armou e formou  o talibã no Afeganistão, etc...) desmantelou um atentado terrorista que tinha como alvo o embaixador Saudita em Washington Adel al-Jubeir e missões de Riad e Tel Avid em Buenos Aires. O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder e o diretor do FBI, Robert Mueller acusaram o governo de Teerã de tramar os atentados contra um dos maiores aliados dos EUA no Oriente Médio. A se confirmar as acusações o presidente Marmud Armadinejad, que não é nenhum santo, terá muitos problemas.  Porém, nem tudo que vem de Washington é digno de fé. Na luta suja pela hegemonia do mundo os EUA já foram capazes de forjar histórias bem mais cabeludas do que essa que a imprensa do mundo inteiro vem reportando. Casos recentes envolvendo esse mesmo serviço secreto deixam dúvidas sobre a autenticidade da história. Em 2003, logo após os atentados de 11 de setembro, a CIA afirmou que havia armas de destruição em massa no Iraque. Essa informação motivou a invasão do país de Saddam. Porém, até aqui, nada foi encontrado. Talvez elas ainda estejam lá, quem sabe? Com a alta tecnologia que o regime do ditador iraquiano desenvolveu em anos no poder, ele foi bem capaz não só de desenvolver armas nucleares como também de afastá-las do alcance do Tio Sam. Com essa vergonhosa mentira os EUA inauguraram uma página na história em que lideres de grandes nações subvertem a moralidade para satisfazerem os seus interesses. Não seria surpresa nenhuma agora que os americanos usassem mais uma vez a sua arma mais eficaz, a propaganda do medo, para agredir o inimigo que insiste em não se dobrar aos grunhidos do cão feroz.  Quem nos garante que os americanos não estariam mais uma vez forjando informações para justificar mais uma barbárie? A moral duvidosa de Washington nos deixa a todos reticentes com as noticias.