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Viva o fotojornalismo

Não tardou para que surgissem polêmicas envolvendo a foto do ano do World Press Photo 2017. Já era esperado. Nenhuma premiação é unânime. Haverá sempre quem pense que a escolha poderia ter sido outra.

A critica mais contundente, partiu do presidente do júri do prêmio, que em artigo publicado no The Guardian, alegou motivos morais para não aceitar a escolha da foto de Burhan Özbilici, que mostra o assassinato do embaixador Russo na Turquia, como a melhor do ano.

Segundo Stuart Franklin, a foto incentiva e amplia a voz do terror no mundo e por isso ela não deveria ter sido escolhido.

Eu discordo. O fotojornalismo tem um papel que vai na contramão da ampliação da voz do terror no mundo. Ele constrange e põe em seu lugar os monstros que insistem em surgir.


Além disso, o fotojornalismo tem o dever de mostrar o que se passa com o mundo. E queira ou não é assim que anda o mundo, com pessoas a atirar contra os seus adversários e se gabando de verter sangue alheio em frente a um maior número de pessoas possíveis.

Philip Roth vence o prêmio Príncipe das Astúrias das Letras

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A literatura contemporânea deve muito a esse senhor. Seus livros são qualquer coisa de excepcional. O melhor dele é sua capacidade de transformar situações insólitas, em acontecimentos tragicômicos de alta voltagem. Ri de si mesmo, e não se levar tanto a sério; talvez seja a sua forma particular de tentar entender o mundo perscrutando os seus limites. Fico feliz em saber que ele recebeu hoje o Prêmio Príncipe da Astúrias de Literatura.  Merecido prêmio. 

Sou fã do Roth... Adoro seu estilo literário. Gosto ainda mais de seu desapego aos modismos e enfrentamento das convenções. Enfrentamento que tem lhe rendido algumas polêmicas como aquela de 2011, quando a jurada Carmen Callil do prêmio Man Booker o acusou de sexista, machista e chauvista.... Quantos elogios. Essa senhora tão politizada, não chegou a arranhar o brilho literário que estava sendo julgado. Roth agora leva mais um prestigiado prêmio para casa. Será ele o próximo Nobel? Não creio. A academia Sueca não costuma premir o estilo literário, a inventividade ou a criatividade de qualquer autor, mas sim o engajamento político dos escritores, uma infelicidade. Roth não é o tipo político, ao menos não naquele estilo panfletário e espetacular.

Prêmio Príncipe Claus 2010

Ana Maria Machado (foto: AE)
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A escritora e Acadêmica Ana Maria Machado recebe o Prêmio Príncipe Claus

A Acadêmica e Secretária Geral da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, receberá, no dia 24 de fevereiro, quinta-feira, um dos mais prestigiados prêmios do mundo, o Prêmio Príncipe Claus 2010. O Embaixador dos Países Baixos, em solenidade no Consulado Holandês do Rio de Janeiro, fará a entrega da láurea à escritora.

Ana Maria Machado prestará homenagem ao choro brasileiro com a apresentação de um grupo de músicos da Escola Portátil de Música, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), e atende alunos de todas as origens, inclusive comunidades carentes. O grupo, tendo à frente Maurício Carrilho, apresentará obras de Pixinguinha e Tom Jobim.

A Acadêmica é a primeira ficcionista brasileira e ganhar o prêmio. O anúncio foi feito em cerimônia pública em Amsterdam, Holanda, dia 7 de setembro do ano passado.

Notícia colhida no site da ABL de hoje 23/2/2011

NOBEL


A Academia Sueca anunciou o Nobel de Literatura desse ano. O laureado com o prêmio foi o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio (Nice, 13 de abril de 1940), o centésimo quinto da história a receber a honraria. O que sei desse escritor e de seus livros não daria um post. Por isso, limito-me a apenas registrar o acontecimento. Há anos venho torcendo pelo peruano Mário Vargas Llosa. Pelo visto terei que aguardar mais algum tempo.