O MEDO DO INFERNO

O líder da Igreja Católica em sermão aos fiéis no ano passado reafirmou sem meias palavras, que o inferno existe de verdade, não se trata de uma metáfora, mas de uma realidade concreta. Cioso de seu rebanho o papa Bento XVI lembrou a Bíblia, em sua incorruptível e invariável certeza, nas palavras de São Paulo e São Mateus. Em outra época, quando a Igreja guiava a ferro e açoite as vontades humanas, esse discurso ardia literalmente nos servos que por suas heresias e imprudência tinham seus atos corrigidos na fogueira, tal como no inferno que prega hoje o cardeal Ratzinger. Na teologia romana parece não haver outro sermão que não seja fruto do medo. “O medo, que esteriliza os abraços,(...)/ o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas.” O medo por toda parte, como em Congresso internacional do medo de Drummond. Tudo que a igreja católica tem para oferecer aos seus fieis, de ontem e hoje, não passam de conselhos apocalípticos e assombrações medievais. Menos brioso parece ser os discursos contra a própria igreja, que fecha os olhos e encobre os atos de pedófilos dos seus, ou nega-se a aceitar os apelos de muitos padres pelo fim do celibato. Se Deus existe, espero que Ele tenha uma boa desculpa para tudo isso.

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